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Em entrevista exclusiva a Paco, Osmar "Cambalhota" crava: "seria titular contra Deyverson"

05/03/2020 | Por Redação Telegrama 0800

Foto por - Mauro Beting/O Nosso Palestra

Osmar Aparecido de Souza nunca imaginava que um dia seria conhecido como “Osmar Cambalhota”. O seu jeito acrobático de comemorar gols lhe rendeu essa alcunha. O ex-atacante, que passou pelo Palmeiras entre 2004 e 2007, concedeu entrevista exclusiva ao nosso Pai da Notícia, Paco Belmonte, e não hesitou em cravar que, se disputasse vaga com Deyverson, seria titular do time. 

Osmar começou carreira no Rio Branco/SP, em 1997, mas foi mesmo em 2004 que ganhou projeção no futebol nacional. Tendo conquistado o título da Copa do Brasil daquele ano pelo modesto Santo André, despertou interesse do Verdão e acabou indo parar no “Parque Antártica”, como ele mesmo fez questão de lembrar. 

Apesar de não ter marcado época com a camisa alviverde, marcou alguns gols importantes, como em clássicos contra gambás e sardinhas, e nunca deixou de honrar o manto sagrado.

Encerrou a carreira em 2008, quando defendeu o Mogi Mirim.

Veja, abaixo, trechos da conversa de Osmar com a Rádio Telegrama 0800 FM.

Quem seria titular em 2004? Você ou o Deyverson?

"Acho que seria eu. Porque fiz mais gols que ele e também tinha mais vontade. Naquela época ou você jogava ou jogava, não tinha meio-termo. E a passagem que tive no Palmeiras foi maravilhosa, fiz bastante gol, então eu seria titular".

Quem foi o melhor zagueiro que você já enfrentou?

"Teve bastante zagueiro bom, mas na época em que estava no Santo André enfrentei um zagueiro com quem, depois, tive o prazer de jogar: o Nem. Muito técnico, não dava um chutão. A gente, que é atacante, vai em cima para obrigar o zagueiro a quebrar a bola, mas o Nem não quebrava. Foi um dos melhores. O próprio Nem jogou comigo no Palmeiras".

Como se deu a sua saída do futebol?

"Na verdade, quando a gente sai do futebol o futebol não sai da gente. Então sempre que tem algum jogo eu assisto. Agora, no final de 2019, tive o privilégio de ir ao Allianz Parque, na minha época conhecido como Parque Antártica. É um campo maravilhoso. Vi Palmeiras e Grêmio. Infelizmente perdemos. A gente gosta porque viveu o futebol. Eu costumo dizer a frase de um jogador antigo. 'O jogador morre duas vezes: quando para de jogar e depois da outra forma'. É muito triste, ainda mais quando não estamos preparados, mas o futebol está no sangue"

Tem alguma história engraçada de que você se lembre?

"História engraçada, assim, que teve foi a seguinte: na época em que estava no Palmeiras, junto ao Caio Júnior, que era o treinador, o Edmundo também estava. Edmundo é um grande parceiro, um irmãozão. A gente disputava os pênaltis ali no treino, mas, sempre na cobrança que tinha no jogo o Caio Jr. falava: 'bate Edmundo ou Osmar'. Nunca falava 'Osmar ou Edmundo' (risos). Aí saíram dois pênaltis em um jogo. Eu peguei a bola no primeiro, aí o Edmundo chegou para mim e falou: 'ô, Osmarzinho, deixa eu bater esse. Se sair outro você bate'. Aí fiquei ali. Ele bateu e fez o gol, e comemoramos. Só que depois saiu outro pênalti. Peguei a bola, mas aí o Edmundo, de novo, chegou para mim e pediu para bater. Eu disse: 'não, Animal. Você já bateu um, deixa eu fazer também'. E ele disse: 'não, pô. Eu preciso'. Ele já estava em final de carreira. Jogador de Seleção Brasileira, ganhou tudo... Já eu no início. E ele quem precisava? Aí na segunda-feira eu não aguentei e fui à sala do Caio Jr. conversar. Chegando lá ele já me interrompeu e disse: 'já sei o motivo de você estar aqui. Vamos conversar ali no gramado'. Trocamos ideia, e falei aquilo, que o Edmundo foi da Seleção, milionário, que tinha um carrão, enquanto eu tinha um Golzinho 1996 a álcool (risos). Aí ele falou: 'pô, Osmarzinho, se cair o homem (Edmundo) vão cair eu, você e toda minha família. Apesar de eu ser o chefe do time, ele é chefe do Palmeiras inteiro'. Demos risada, e vida que segue. O Edmundo foi um grande batedor de pênalti, um amigão, um irmãozão. Aliás, se ele estiver vendo essa entrevista, vai ter que me chamar para aquele bar dele ali no Rio (risos)".

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Redação Telegrama 0800

Redação oficial da Rádio Telegrama 0800

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